Romeiros


Milhares de romeiros visitam o Santuário Nacional de Aparecida todo ano, muitos trazem consigo angústias, outros tantos, esperança. Esperança de cura, de conseguir emprego, de melhores dias, de paz
Eles chegam de ônibus, de carro, de trem (em tempo passado), de moto, de bicicleta, a cavalo e a pé. São pobres e ricos, cultos e ignorantes, homens públicos e cidadãos comuns.
Lá estiveram  Papas, príncipes, presidentes, poetas, padres, bispos, patrões e empregados. Muitos cumprem um ritual que começou com seus avós e persiste até hoje. Outros vão pela primeira vez. Ficam perplexos ou deslumbrados diante do tamanho do Santuário e de sua beleza.
A fé leva o romeiro a Aparecida e o conduz a comportamentos de pincéis famosos, câmaras e versos imortais. Olhos que buscam, vasculham ou se fecham para ler as mensagens secretas que trazem na alma. Lábios que balbuciam ave-marias, atropeladas pela pressa das muitas intenções.
Mãos que seguram as contas do rosário, a vela, o retrato, as flores, o chapéu. Joelhos que se dobram e se arrastam, em atitude de total despojamento. Pés cansados pela procura de suas certezas.
Coração nas mãos em forma de oferenda. Na alma, profundo senso do sagrado. O chão que pisam, a porta que transpõem, as pessoas que lá encontram, tudo tem para eles significado transcendente.
Este é o romeiro de Nossa Senhora Aparecida. Alma pura, simples, do devoto que acredita, que se entrega à proteção dos céus, sem dúvidas ou restrições.

Autor Chicão Pedreira S.P.




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